Testemunhos para a Igreja 3

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Obreiros para Deus

Deus convoca missionários. Há homens de habilidade na igreja em _____ que crescerão em capacidade e vigor ao usarem seus talentos na obra e causa de Deus. Se esses irmãos se educarem e fizerem da causa de Deus seu primeiro interesse, e sacrificarem seu prazer e inclinação por amor da verdade, a bênção de Deus repousará sobre eles. Esses irmãos, que amam a verdade, e que por anos vêm-se regozijando por causa da luz crescente sobre as Escrituras, devem deixar sua luz brilhar para aqueles que estão em trevas. Deus lhes será sabedoria e poder, e Se glorificará trabalhando com e através daqueles que O seguem inteiramente. “E, se alguém Me servir, Meu Pai o honrará.” João 12:26. A sabedoria e o poder de Deus serão dados aos dispostos e fiéis. T3 56.2

Os irmãos em _____ têm estado inclinados a dar de seus recursos para os vários empreendimentos, mas têm retido a si mesmos. Eles não disseram: “Eis-me aqui, envia-me a mim.” Isaías 6:8. Não é a força dos instrumentos humanos, mas a sabedoria e poder dAquele que os emprega e atua por meio deles que os tornam homens de êxito em fazer a obra que precisa ser feita. Oferecendo nossos bens ao Possuidor do Céu e da Terra enquanto retemos a nós mesmos, não podemos obter Sua aprovação ou assegurar Sua bênção. Deve haver no coração dos irmãos e irmãs em _____ uma disposição de colocar tudo, inclusive eles próprios, sobre o altar de Deus. T3 57.1

Precisa-se de homens em Battle Creek que possam e queiram assumir encargos e responsabilidades. O apelo tem sido feito vez após vez, mas mal tem havido resposta. Alguns teriam respondido ao chamado se seus interesses mundanos fossem promovidos. Mas como não havia a perspectiva de aumentar seus recursos indo para Battle Creek, não podiam reconhecer o dever de ir. “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar.” 1 Samuel 15:22. E sem obediência e amor desinteressado, as ofertas mais ricas são pobres demais para serem apresentadas ao Possuidor de todas as coisas. T3 57.2

Deus apela aos irmãos e irmãs em _____ a levantar-se e vir “em socorro do Senhor, em socorro do Senhor, com os valorosos”. Juízes 5:23. A razão por que há tão pouca força entre aqueles que professam a verdade é que não exercem a habilidade que Deus lhes tem dado. Muitos têm embrulhado seu talento em um lenço e o escondido na terra. É pelo uso dos talentos que eles crescem. Deus testará e provará Seu povo. T3 57.3

O irmão e a irmã I têm sido fiéis portadores de responsabilidades na causa de Deus, e agora seus filhos não devem omitir-se e permitir que os fardos pesem tanto sobre eles. É tempo de as faculdades mentais menos gastas dos filhos serem exercitadas e eles trabalharem mais especialmente na vinha do Mestre. T3 57.4

Alguns dos irmãos e irmãs em Nova Iorque têm estado ansiosos de que o irmão e a irmã K, especialmente a irmã K, sejam encorajados a trabalhar entre as igrejas. Mas este é o lugar errado para eles provarem a si mesmos. Se Deus de fato colocou sobre eles a responsabilidade do trabalho, não é para as igrejas; pois estas estão geralmente à frente deles. Há um mundo diante do irmão e da irmã K, um mundo mergulhado na maldade. Seu campo é grande. Eles têm muito espaço para provar seus dons e testar sua vocação sem entrar nos trabalhos de outros e edificar sobre um fundamento que não lançaram. O irmão e a irmã K têm sido muito vagarosos para obter uma experiência em abnegação. Têm sido vagarosos em adotar a reforma de saúde em todas as suas ramificações. As igrejas estão à frente deles na negação do apetite. Portanto, neste sentido eles não podem ser um benefício às igrejas, mas um empecilho. T3 57.5

O irmão K não tem sido uma bênção à igreja em _____, mas um grande fardo. Tem sido um estorvo a seu progresso. Não tem estado em condição de ajudar quando e onde ela mais precisava de ajuda. Ele não tem representado corretamente nossa fé; sua conversa e vida não têm sido em santidade. Tem estado bem para trás, e não estado pronto ou disposto para discernir as diretrizes da providência de Deus. Tem se posto no caminho de pecadores; não em posição tal que sua influência recomendasse nossa fé aos incrédulos. T3 58.1

Seu exemplo tem sido um tropeço à igreja e a seus vizinhos incrédulos. Se o irmão K tivesse sido inteiramente consagrado a Deus, seu esforço teria sido frutífero e resultado em muito bem. Mas aquilo que mais distingue o povo de Deus das comunidades religiosas populares não é só sua profissão de fé, mas seu caráter exemplar e seus princípios de amor desinteressado. A influência poderosa e purificadora do Espírito de Deus sobre o coração, demonstrada nas palavras e obras, separa-os do mundo e os designa como o povo peculiar de Deus. O caráter e disposição dos seguidores de Cristo serão como os do Mestre. Ele é o modelo, o exemplo santo e perfeito dado para os cristãos imitar. Seus seguidores verdadeiros amarão seus irmãos e estarão em harmonia com eles. Eles amarão seus semelhantes como Cristo lhes deu o exemplo e farão qualquer sacrifício se assim agindo puderem persuadir pecadores a abandonar seus pecados e serem convertidos à verdade. T3 58.2

A verdade, profundamente enraizada no coração dos crentes, brotará e produzirá fruto de justiça. Suas palavras e obras são canais através dos quais os puros princípios da verdade e da santidade são transmitidos ao mundo. Há bênçãos e privilégios especiais para aqueles que amam a verdade e andam de acordo com a luz que receberam. Se negligenciam fazer isso, sua luz se torna em trevas. Quando o povo de Deus se torna auto-suficiente, o Senhor os deixa à sua própria sabedoria. Misericórdia e verdade são prometidas aos humildes de coração, aos obedientes e fiéis. T3 59.1

O irmão K tem sido um estorvo a seus filhos. Se ele tivesse sido consagrado a Deus, tendo o coração na obra e vivendo a verdade que professava, teria sentido a importância de “ordenar... sua casa depois dele”, como o fez o fiel Abraão. Gênesis 18:19. T3 59.2

A falta de harmonia entre os dois irmãos K é uma vergonha para a causa de Deus. Ambos estão em falta. Ambos têm uma obra a fazer em sujeitar o eu e cultivar as graças cristãs. Deus é desonrado pelas dissensões, e não exagero quando digo que existe ódio entre estes dois irmãos de sangue. O irmão A K está grandemente em falta. Ele tem acariciado sentimentos que não têm estado em harmonia com a vontade de Deus. Conhece as peculiaridades de seu irmão, B K, que ele tem um temperamento irritável e infeliz. Freqüentemente não pode ver o bem que se encontra diretamente em seu caminho. Vê somente o mal e fica desanimado muito facilmente. Satanás transforma um pequeno obstáculo em uma montanha diante dele. Considerando todos os fatos, o irmão B K tem em muitos pontos seguido uma conduta menos censurável do que seu irmão, pois essa tem sido menos prejudicial à causa da verdade presente. T3 59.3

Estes irmãos carnais precisam reconciliar-se plenamente um com o outro antes de poderem remover a desonra que sua desunião tem ocasionado à causa de Deus. “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus.” “Aquele que diz que está na luz e aborrece a seu irmão até agora está em trevas.” 1 João 3:10, 2:9. Aqueles que labutam para Deus devem ser vasos limpos, santificados para o uso do Mestre. “Purificai-vos, vós que levais os utensílios do Senhor.” Isaías 52:11. “Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dEle temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também seu irmão.” 1 João 4:20, 21. T3 59.4

Os embaixadores de Cristo têm uma obra responsável e sagrada diante deles. São “cheiro de vida para vida”, ou “de morte para morte”. 2 Coríntios 2:16. Sua influência decide o destino de pecadores pelos quais Cristo morreu. O irmão e a irmã K precisam de experiência. Sua vida não tem sido de santidade. Não têm tido um conhecimento profundo e cabal da vontade divina. Não têm estado a avançar para frente e para o alto na vida religiosa, de modo que sua experiência pudesse ser de valor à igreja. Sua conduta tem pesado, e não pouco, sobre a igreja. T3 60.1

A vida passada da irmã K não tem sido de caráter tal que sua experiência pudesse ser uma bênção para outros. Ela não tem vivido à altura de sua convicção do dever. Sua consciência tem sido violada demasiadas vezes. Ela tem sido amante de prazeres e devotado a vida à vaidade, frivolidade e à moda, apesar da luz que brilhou sobre seu caminho. Conhecia o caminho, mas negligenciou andar nele. O Senhor deu à irmã K um testemunho de advertência e reprovação. Ela creu no testemunho e separou-se da classe dos “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”. 2 Timóteo 3:4. Então, ao contemplar sua vida passada, tão cheia de negligências e erros, ela se entregou à incredulidade e a um desalento apático. O desespero estendeu suas asas escuras sobre ela. Seu casamento com o irmão K mudou um pouco a ordem das coisas, mas por vezes ela tem se sentido melancólica e desanimada. T3 60.2

A irmã K tem um bom conhecimento das profecias e pode esboçá-las e falar sobre elas com facilidade. Alguns dos irmãos e irmãs têm estado ansiosos em encorajar ao irmão e à irmã K a saírem como obreiros ativos. Mas há perigo de trabalharem a partir de um ponto de vista errado. As vantagens educacionais da irmã K têm sido superiores às de muitos pelos quais está rodeada. Visto ter trabalhado em público, ela tem dependido de sua força mais do que do Espírito de Deus. Ela tem um espírito de arrogante independência e pensou que estava qualificada para ensinar em vez de ser ensinada. Com sua falta de experiência nas coisas espirituais, ela não está preparada para trabalhar nas igrejas. Não tem discernimento e força espiritual necessários para edificá-las. Se, apesar de tudo, ela e seu marido se empenharem nesse trabalho, devem começar exercendo uma boa influência na igreja em _____. Sua atividade deve ser exercida onde o trabalho mais precisa ser feito. T3 60.3

Há um trabalho a ser feito em novos campos. Pecadores que nunca ouviram a mensagem de advertência precisam ser advertidos. Aqui o irmão e a irmã K têm amplo espaço para trabalhar e comprovar sua vocação. Ninguém deve atrapalhá-los em seus esforços em novos campos. Há pecadores a serem salvos em todas as direções. Alguns pastores, porém, são inclinados a percorrer o mesmo território entre as igrejas, quando seus trabalhos não podem ajudá-las, e seu tempo é desperdiçado. T3 61.1

Desejamos que todos os servos de Deus sejam trabalhadores. O trabalho de advertir almas não deve ser limitado somente aos pastores. Os irmãos que possuem a verdade em seu coração, e que têm exercido uma boa influência no lar, devem sentir que a responsabilidade repousa sobre eles para devotar uma parte de seu tempo para sair entre seus vizinhos e cidades próximas como missionários de Deus. Eles devem levar nossas publicações e iniciar conversação, e, no espírito de Cristo, orar com e por aqueles a quem visitam. Este é o trabalho que despertará um espírito de pesquisa e reforma. T3 61.2

Durante anos tem o Senhor estado a chamar a atenção de Seu povo para a reforma de saúde. Este é um dos grandes ramos da obra de preparação para a vinda do Filho do homem. João Batista surgiu no espírito e poder de Elias para preparar o caminho do Senhor e converter as pessoas “à prudência dos justos”. Lucas 1:17. Era ele um representante daqueles que estariam vivendo nos últimos dias, aos quais Deus confiara sagradas verdades para serem apresentadas perante o povo, a fim de preparar o caminho para o segundo aparecimento de Cristo. João era um reformador. O anjo Gabriel, enviado do Céu, instruiu os pais de João sobre a reforma de saúde. Disse-lhes que o menino não deveria beber vinho, nem bebida forte, e que ele seria cheio do Espírito Santo desde o nascimento. T3 61.3

João separou-se dos amigos e das ostentações da vida. A simplicidade de sua vestimenta, uma peça de vestuário tecida de pêlos de camelo, era uma reprovação direta à extravagância e pompa dos sacerdotes judaicos e do povo em geral. Seu regime alimentar, puramente vegetariano, composto de gafanhotos e mel silvestre, era uma censura à condescendência com o apetite e a glutonaria que prevaleciam por toda parte. Declara o profeta Malaquias: “Eis que Eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor; e converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais.” Malaquias 4:5, 6. Aqui o profeta descreve o caráter da obra. Os que devem preparar o caminho para a segunda vinda de Cristo são representados pelo fiel Elias, assim como João veio no espírito de Elias para preparar o caminho para o primeiro advento de Cristo. O grande assunto da reforma deve ser debatido, e despertada a mente do público. A temperança em tudo deve ser associada com a mensagem, para converter o povo de Deus de sua idolatria, de sua glutonaria e de sua extravagância no vestir-se e em outras coisas. T3 62.1

A abnegação, a humildade e a temperança requeridas dos justos, aos quais Deus guia e abençoa de modo especial, devem ser apresentadas ao povo em contraste com os hábitos extravagantes e destruidores da saúde daqueles que vivem nesta época degenerada. Deus tem mostrado que a reforma de saúde está tão estreitamente ligada com a mensagem do terceiro anjo como a mão em relação ao corpo. Em parte alguma poderá ser encontrada causa tão grande de degeneração física e moral como a negligência deste importante assunto. Os que transigem com o apetite e as paixões e fecham os olhos à luz por temor de verem as condescendências pecaminosas que estão relutando em abandonar são culpados diante de Deus. Aqueles que repelem a luz em algum ponto endurecem o coração para menosprezar a luz sobre outros assuntos. O que viola as obrigações morais no que se refere ao comer e beber prepara o caminho para violar as reivindicações divinas com respeito a interesses eternos. Nosso corpo não é nossa propriedade. Deus exige que cuidemos da habitação que Ele nos confiou, a fim de que possamos apresentar-Lhe o nosso “corpo em sacrifício vivo, santo e agradável”. Romanos 12:1. Nosso corpo pertence Àquele que o fez, e estamos no dever de tornar-nos inteligentes com relação aos melhores meios de preservá-lo da ruína. Se enfraquecermos o corpo pela condescendência própria, pela transigência com o apetite e pelo vestir-nos de acordo com as modas destruidoras da saúde, a fim de estar em harmonia com o mundo, tornamo-nos inimigos de Deus. T3 62.2

O irmão e a irmã K não têm apreciado a luz sobre a reforma de saúde. Não viram um lugar para ela em conexão com a terceira mensagem. A Providência tem estado a guiar o povo de Deus para longe dos hábitos extravagantes do mundo, para longe dos apetites e paixões, a fim de que ocupem o seu lugar na plataforma da abnegação e da temperança em todas as coisas. O povo ao qual Deus está guiando será peculiar. Não se assemelhará ao mundo. Mas, se seguirem a orientação divina, executarão Seus desígnios e submeterão sua vontade à dEle. Cristo habitará no coração. O templo de Deus será santo. Seu corpo, diz o apóstolo, é o templo do Espírito Santo. Deus não pede que Seus filhos se sacrifiquem com prejuízo das energias físicas. Pede-lhes que obedeçam à lei natural, que preservem a saúde física. O caminho da natureza é a senda que Ele aponta, e esta é bastante larga para qualquer cristão. Com mão generosa, tem-nos Deus provido de ricas e variadas bênçãos para nossa manutenção e deleite. Contudo, para que possamos desfrutar do apetite natural, que preservará a saúde e prolongará a vida, restringe Ele o apetite. Diz Ele: Acautelem-se; restrinjam, neguem o apetite pervertido. Se desenvolvermos um apetite desvirtuado, violaremos as leis do nosso ser, e assumiremos a responsabilidade pelo abuso do nosso corpo e por trazermos doenças sobre nós mesmos. T3 63.1

O espírito e poder de Elias tem impelido corações à reforma, direcionando-os “à prudência dos justos”. Lucas 1:17. O irmão e a irmã K não foram convertidos à reforma de saúde, apesar da quantidade de evidências que Deus tem dado sobre o assunto. A abnegação é indispensável à religião genuína. Aqueles que não aprenderam a negar a si mesmos estão destituídos de piedade vital e prática. Nada mais podemos esperar a não ser que as reivindicações da religião entrem em contato com as afeições naturais e os interesses mundanos. Há trabalho para todos na vinha do Senhor. Ninguém deve estar ocioso. Os anjos de Deus estão ativos, subindo ao Céu e descendo à Terra com mensagens de misericórdia e advertência. Esses mensageiros celestes estão comovendo mentes e corações. Há homens e mulheres em toda parte cujo coração é susceptível a ser inspirado com a verdade. Se aqueles que possuem um conhecimento da verdade trabalhassem agora em harmonia com o Espírito de Deus, veríamos uma grande obra realizada. T3 64.1

Novos campos estão abertos nos quais todos podem testar sua vocação por um esforço experimental em trazer pecadores das trevas e do erro, e estabelecê-los sobre a plataforma da verdade eterna. Se o irmão e a irmã K sentem que Deus os tem chamado para se empenharem em Sua obra, eles têm bastante a fazer chamando pecadores ao arrependimento; mas a fim de que Deus trabalhe neles e através deles, precisam de uma conversão total. O trabalho de qualificar um povo nestes últimos dias para a vinda de Cristo é um trabalho extremamente sagrado e solene, e requer obreiros devotados e abnegados. Aqueles que têm humildade, fé, energia, perseverança e decisão acharão muito a fazer na vinha do Mestre. Há deveres importantes a serem cumpridos, que exigem seriedade e o emprego de toda sua energia. É o trabalho voluntário que Deus aceita. Se a verdade que professamos é de infinita importância a ponto de decidir o destino de pecadores, quão cuidadosos devíamos ser em sua apresentação. T3 64.2

“A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Provérbios 4:18. Irmão e irmã K, tivessem vocês andado na luz ao brilhar ela sobre seu caminho, tivessem vocês se aproximado mais de Deus, crendo firmemente na verdade e andando humildemente diante de Deus na luz que Ele tem dado, vocês agora teriam uma experiência que seria de valor inestimável. Tivessem vocês posto em uso os talentos que Deus lhes emprestou, teriam brilhado como luzes no mundo. Mas a luz se torna em trevas para todos aqueles que não andam nela. A fim de sermos aceitos e abençoados por Deus como foram nossos pais, precisamos, como eles, ser fiéis. Precisamos utilizar nossa luz como os antigos e fiéis profetas utilizaram a sua. Deus requer de nós segundo a graça que Ele nos outorgou, e não aceitará menos do que requer. Todas as Suas justas exigências precisam ser plenamente cumpridas. A fim de desempenhar-nos de nossas responsabilidades, precisamos estar de pé sobre aquele elevado fundamento que a ordem e o avanço da verdade sagrada prepararam para nós. T3 64.3

O irmão L deixa de reconhecer a influência santificadora da verdade de Deus sobre o coração. Não é tão paciente, humilde e tolerante como devia ser. Ele se irrita facilmente; o eu desperta, e ele diz e faz muitas coisas sem a devida reflexão. Não exerce influência salvadora o tempo todo. Se estivesse imbuído do Espírito de Cristo, poderia com uma das mãos apegar-se ao Poderoso, enquanto com a mão da fé e do amor alcançaria o pobre pecador. O irmão L precisa da influência poderosa do amor divino; pois isto renovará e refinará o coração, santificará a vida, elevará e enobrecerá o homem todo. Então suas palavras e obras terão o sabor do Céu e não de seu espírito. T3 65.1

Se as palavras da vida eterna são semeadas no coração, será produzido fruto de justiça e paz. Você precisa vencer o espírito de auto-suficiência e de importância própria, meu caro irmão. Deve cultivar um espírito desejoso de ser instruído e aconselhado. O que quer que outros possam dizer ou fazer, você deve dizer: Que me importa isso? Cristo ordenou que eu O seguisse. Você deve cultivar espírito de mansidão. Precisa de uma experiência em piedade genuína, e a menos que obtenha tal coisa, não pode empenhar-se inteligentemente na obra de Deus. Seu espírito precisa ser abrandado e tornar-se submisso ao ser levado em obediência à vontade de Cristo. Você deve em todo tempo manter a dignidade humilde de um seguidor de Jesus. Nossa conduta, nossas palavras e ações pregam a outros. Somos epístolas vivas, conhecidas e lidas “por todos os homens”. 2 Coríntios 3:2. T3 65.2

Você deve cuidar para não pregar a verdade motivado por rivalidade ou contenda, porque se o fizer, com toda certeza batalhará contra si mesmo e será achado promovendo a causa do inimigo e não a verdade de Deus. Toda vez que se empenha em um debate, deve ser pelo senso do dever. Se fizer de Deus Sua força e sujeitar-se, deixando que a verdade obtenha a vitória, as artimanhas de Satanás e seus dardos inflamados cairão sobre ele mesmo, e você será fortalecido, resguardado do erro e livrado de todo caminho falso. Precisa exercer cautela e não apoiar-se na própria força. A obra é importante e sagrada, e você precisa de muita sabedoria. Deve aconselhar-se com seus irmãos que tiveram experiência na obra. Mas, acima de tudo, você deve obter conhecimento cabal da própria fraqueza e perigos, e deve fortalecer os pontos fracos em seu caráter, para que não sofra naufrágio na fé. T3 66.1

Vivemos em meio aos perigos dos últimos dias, e se tivermos um espírito presunçoso e independente estaremos expostos às ciladas de Satanás e seremos derrotados. O sentimento de importância própria deve ser removido, e você deve esconder-se em Deus, dependendo apenas dEle para obter força. As igrejas não precisam de seu trabalho. Se consagrar-se a Deus, pode atuar em novos campos, e Deus trabalhará com você. Pureza de coração e de vida será aceita por Deus. Ele não considerará nada menos do que isso. Precisamos sofrer com Cristo se quisermos reinar com Ele. T3 66.2

O irmão M teria realizado o bem se tivesse, há anos, dado tudo a Cristo. Ele não tem sido santificado pela verdade; seu coração não tem sido reto para com Deus. Ele tem escondido seu talento na terra. Que dirá aquele que fez mau uso de seu talento quando o Mestre pedir que ele dê conta de sua mordomia? O irmão M não tem sido uma honra à causa de Deus. É perigoso contender com a providência de Deus e estar insatisfeito com quase tudo, como se tivesse havido um arranjo especial de circunstâncias para tentar e destruir. A obra de podar e limpar a fim de preparar-nos para o Céu é uma grande obra, e nos custará muito sofrimento e provação, pois nossas vontades não se acham sujeitas à vontade de Cristo. Precisamos passar pela fornalha até que o fogo haja consumido a escória, e estejamos purificados e reflitamos a imagem divina. Os que seguem as próprias inclinações e são regidos pelas aparências não são bons juízes do que Deus está fazendo. Acham-se cheios de descontentamento. Vêem fracasso onde na verdade há triunfo, grande perda onde existe ganho; e, como Jacó, estão prontos a exclamar: “Todas estas coisas me sobrevieram” (Gênesis 42:36), quando as próprias coisas de que se queixam estão todas contribuindo juntamente para o seu bem. Romanos 8:28. T3 66.3

Não havendo cruz, não há coroa. Como pode alguém ser forte no Senhor, sem provações? Para termos forças, precisamos de exercício. Para possuir fé robusta, importa que sejamos colocados em circunstâncias em que nossa fé seja exercitada. Pouco antes de sua morte, o apóstolo Paulo exortou a Timóteo: “Participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus.” 2 Timóteo 1:8. Através de muita tribulação é que havemos de entrar no reino de Deus. Nosso Salvador foi provado por todos os modos possíveis, e todavia triunfou continuamente em Deus. É nosso privilégio, na força do Senhor, ser fortes em todas as circunstâncias, e gloriar-nos na cruz de Cristo. T3 67.1