Testemunhos para a Igreja 6

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Apresentação da verdade com espírito bondoso

A verdade deve ser apresentada com tato divino, gentileza e brandura. Deve provir de um coração enternecido e que tenha simpatia. Necessitamos de íntima comunhão com Deus, do contrário o eu se erguerá, como ocorreu com Jeú, e logo proferiremos uma torrente de palavras inadequadas, que não serão como o orvalho, ou como os suaves chuveiros que fazem reviver as plantas ressequidas. Sejam nossas palavras delicadas ao procurarmos conquistar almas. Deus será sabedoria para aquele que busca sabedoria de uma fonte divina. Devemos procurar oportunidades em toda parte; devemos vigiar em oração e estar sempre prontos para dar a razão da esperança que há em nós, com mansidão e temor. Para que não causemos uma impressão desfavorável numa pessoa por quem Cristo morreu, devemos manter o coração unido a Deus, de modo que quando surgir a oportunidade tenhamos as palavras certas para serem proferidas no tempo certo. Se assim empreendermos a obra para Deus, o Espírito será nosso ajudador. O Espírito Santo aplicará à alma a palavra proferida com amor. A verdade terá poder vivificante ao ser proferida sob a influência da graça de Cristo. T6 400.1

O plano de Deus deve chegar primeiro ao coração. Falemos a verdade, e deixemos que Ele leve avante o poder e o princípio reformadores. Não façamos alusão ao que dizem os oponentes, mas deixemos que só a verdade seja promovida. A verdade pode penetrar até a medula. Desdobremos claramente a Palavra em toda a sua impressiva natureza. T6 400.2

À medida que as aflições se adensam ao nosso redor, serão vistas em nossas fileiras tanto separação como unidade. Alguns que agora estão dispostos a pegar nas armas da peleja, em ocasiões de verdadeiro perigo tornarão manifesto que não edificaram sobre a sólida rocha, pois cairão em tentação. Os que tiveram grande luz e preciosos privilégios, mas não os aproveitaram, irão, sob um pretexto ou outro, retirar-se de nosso meio. T6 400.3

Não tendo recebido o amor da verdade, eles serão induzidos aos enganos do inimigo; darão ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, e se afastarão da fé. Por outro lado, quando a tempestade da perseguição realmente irromper sobre nós, as ovelhas genuínas ouvirão a voz do verdadeiro Pastor. Serão feitos esforços abnegados para salvar os perdidos, e muitos que se desviaram do aprisco retornarão para seguir o grande Pastor. O povo de Deus se unirá e apresentará ao inimigo uma frente unida. Diante do perigo comum, cessará a luta pela supremacia; não haverá disputas sobre quem será considerado o maior. Nenhum dos crentes genuínos dirá: “Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas.” 1 Coríntios 1:12. O testemunho de cada um e de todos será: “E me apego a Cristo; regozijo-me nEle como meu Salvador pessoal.” T6 401.1

Assim será a verdade introduzida na vida prática, de modo que seja respondida a oração de Cristo, pronunciada justamente antes de Sua humilhação e morte: “para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em Mim, e Eu, em Ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste.” João 17:21. O amor de Cristo e o amor de nossos irmãos testificarão para o mundo que temos estado com Jesus e aprendido dEle. Então a mensagem do terceiro anjo se transformará num alto clamor e toda a Terra se iluminará com a glória do Senhor. T6 401.2

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Nossas convicções necessitam ser diariamente reforçadas por meio de humilde e sincera prece, e leitura da Palavra. Ao mesmo tempo que cada um de nós tem sua individualidade, e que cada um precisa sustentar firmemente suas convicções, temos de conservá-las como a verdade de Deus e na força que Ele outorga. Se não o fizermos, serão arrancadas de nosso contato. T6 401.3