Conselhos Aos Pais, Professores E Estudantes

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12 — O Comportamento dos Alunos

Os alunos que professam amar a Deus e obedecer à verdade devem possuir aquele grau de domínio próprio e força de princípios religiosos que os habilite a ficar inabaláveis em meio às tentações, e a erguer-se por Cristo no colégio, nas casas em que estiverem como pensionistas, ou onde quer que se encontrem. A religião não é para ser usada apenas como uma capa na casa de Deus; os princípios religiosos devem caracterizar a vida inteira. Os que estão bebendo da fonte da vida não hão de, à semelhança dos mundanos, manifestar um ansioso desejo de novidades e prazeres. Em sua conduta e caráter, manifestarão tranqüilidade, paz e ventura que encontraram em Jesus, mediante o depor-Lhe diariamente aos pés as perplexidades e preocupações. Mostram que, no caminho da obediência e do dever, há contentamento e mesmo alegria. Tais pessoas exercerão sobre seus seguidores uma influência que se fará sentir sobre toda a escola. CP 98.1

Os que compõem esse fiel exército hão de refrigerar e fortalecer os mestres, combatendo toda espécie de infidelidade, discórdia e negligência no cumprimento das regras e regulamentos. Exercerão salvadora influência; e suas obras não perecerão no grande dia de Deus, mas segui-los-ão ao mundo por vir. A influência de sua vida aqui falará através dos intermináveis séculos da eternidade. CP 98.2

Um jovem sincero, consciencioso e fiel numa escola é um inestimável tesouro. Anjos celestes contemplam-no amorosamente, e no Livro do Céu se acha registrada cada obra de justiça, cada tentação resistida e cada mal subjugado. Ele está deitando um firme fundamento para o tempo por vir, a fim de poder lançar mão da vida eterna. CP 98.3

Da mocidade cristã depende, em grande medida, a conservação e a perpetuidade das instituições planejadas por Deus como meio de fazer progredir Sua obra. Não houve jamais uma época em que tão momentosos resultados dependessem de uma geração. Quão importante, pois, que a juventude esteja habilitada para essa grande obra, a fim de que Deus Se possa dela servir como instrumento! Os direitos do Criador sobre eles estão acima de todos os demais. CP 99.1

Foi Deus quem deu a vida e todos os dotes físicos e mentais de que a juventude é possuidora. Ele lhes concedeu aptidões para serem sabiamente desenvolvidas, a fim de realizarem obra que perdure como a eternidade. Em retribuição a Seus grandes dons, requer o devido cultivo e exercício das faculdades intelectuais e morais. Não lhes deu essas faculdades para mero divertimento, ou para que as empreguem mal, trabalhando contra Sua vontade e providência, mas para promover o conhecimento da verdade e da santidade do mundo. Em troca de Sua contínua bondade e infinitas misericórdias, reclama da parte deles bondade, veneração e amor. Exige justamente obediência às Suas leis e a todas as sábias regulamentações que restrinjam e guardem os jovens dos ardis de Satanás, e os conduzam por caminhos de paz. CP 99.2

Aflige o coração, o caráter inculto e descuidoso de muitos jovens nesta época do mundo. Se os jovens pudessem ver que, andando em harmonia com as leis e regulamentos de nossas instituições, não estão senão fazendo o que lhes dará mais vantagem na sociedade, elevará o caráter, enobrecerá o espírito e aumentará a felicidade, não se haviam de rebelar contra regras justas e exigências sãs, nem de se empenhar em suscitar suspeitas e preconceitos contra essas instituições. CP 99.3

Nossa juventude deve enfrentar, com energia e fidelidade, as exigências que lhe são impostas; e isto será uma garantia de êxito. Jovens que nunca foram bem-sucedidos nos deveres temporais da vida, estarão da mesma maneira mal preparados para se empenhar nos mais elevados deveres. Uma experiência religiosa só se obtém mediante conflito, decepção, rigorosa disciplina do próprio eu, e fervorosa oração. Os passos em direção do Céu devem ser dados um após outro; e cada passo avante comunica força para o que vem a seguir. CP 100.1