Nossa Alta Vocação

183/365

O perigo da prosperidade, 2 de Julho

Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração. Salmos 62:10. AV 184.4

Entre os maiores perigos que ameaçam a igreja está o amor do mundo. Dessa fonte brotam os pecados do egoísmo e da cobiça. Por parte de muitos, quanto mais obtêm do tesouro da Terra, tanto mais põem nele suas afeições, e diligenciam adquirir mais. ... AV 185.1

Satanás emprega todo meio que pode imaginar para vencer os seguidores de Cristo. Com maravilhosa habilidade e astúcia adapta ele suas tentações ao temperamento de cada um em particular. Os que são naturalmente egoístas e cobiçosos, ele tenta muitas vezes pondo-lhes no caminho a prosperidade. Sabe que, se eles não vencerem seu temperamento natural, o amor de Mamom os fará tropeçar e cair. Com freqüência é alcançado seu objetivo. Ao lhes serem oferecidas as riquezas do mundo, muitos agarram ansiosamente o tesouro, e pensam estar maravilhosamente prósperos. O forte amor do mundo traga em breve o amor da verdade. ... AV 185.2

Se os que são assim prosperados pusessem todas as suas possessões no altar de Deus, poderiam vencer seu espírito egoísta, cobiçoso, malogrando deste modo os desígnios de Satanás. A riqueza mundana pode-se tornar uma bênção, caso seja devidamente empregada. Todos quantos a possuem devem lembrar que ela lhes é emprestada por Deus, para ser empregada em Seu serviço. Dando liberalmente para o desenvolvimento da causa da verdade, e para aliviar as carências dos necessitados, eles podem ser instrumento para salvação de outros, trazendo assim uma bênção a sua própria alma aqui, ajuntando no Céu um tesouro que lhes pertencerá no porvir. ... AV 185.3

Muitos mal sabem, até agora, o que seja abnegação, ou o que seja sacrificar-se por amor da verdade. Mas ninguém entrará no Céu a não ser pelo mesmo caminho da humilhação, do sacrifício e do levar a sua cruz, trilhada pelo Salvador. Unicamente os que estão dispostos a sacrificar tudo pela vida eterna virão a obtê-la; ela, porém, é digna de que se sofra por ela, digna de que se crucifique o próprio eu e sacrifique todo ídolo por amor dela. O inexcedível e eterno peso de glória ultrapassará todo tesouro terreno, e eclipsará toda atração aqui da Terra. — The Review and Herald, 4 de Setembro de 1883. AV 185.4