Nos Lugares Celestiais

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Templo de Deus, 3 de Julho

Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 1 Coríntios 3:16. NLC 194.4

Desde séculos eternos foi desígnio de Deus que todo ser criado, desde o resplandecente e santo serafim até ao homem, fosse um templo para habitação do Criador. Por causa do pecado, deixou a humanidade de ser um templo de Deus. ... NLC 194.5

Pretendia Deus que o templo em Jerusalém fosse constante testemunha do alto destino franqueado a todo ser humano. Os judeus, porém, não haviam compreendido o significado da construção em que tanto se orgulhavam. ... Os pátios do templo de Jerusalém, ruidosos com o tumulto de comércio profano, representavam fielmente o templo do coração, manchado pela presença de paixão sensual e de pensamentos profanos. Purificando o templo dos compradores e vendedores mundanos, Jesus anunciou Sua missão de purificar o coração da contaminação do pecado — dos desejos terrenos, das concupiscências egoístas, dos maus hábitos que corrompem a vida. ... Cristo, unicamente, pode purificar o templo do caráter. ... Sua presença purificará e santificará o espírito, de modo que seja um templo santo ao Senhor, edificado “para morada de Deus no Espírito”. Efésios 2:22. NLC 194.6

Por esta bela e impressionante figura, a Palavra de Deus mostra a consideração em que Ele tem nosso organismo físico, e a responsabilidade que repousa sobre nós, de conservá-lo nas melhores condições. Nosso corpo é possessão de Cristo, por Ele adquirido, e não temos a liberdade de com ele proceder segundo a nossa vontade. O homem assim tem procedido. Tem tratado o corpo como se suas leis não envolvessem penalidade. Mediante o apetite pervertido seus órgãos e faculdades se tornaram debilitados, doentios, mutilados. ... NLC 195.1

Quando os homens e mulheres se acham verdadeiramente convertidos, consideram conscienciosamente as leis da vida estabelecidas por Deus em seu ser, procurando assim evitar a debilidade física, mental e moral. A obediência a essas leis tem de se tornar questão de obrigação pessoal. Nós mesmos temos de sofrer os males da lei violada. Temos de responder a Deus por nossos hábitos e práticas. Por isso a questão para nós não é: “Que dirá o mundo?” mas sim: “Como tratarei eu, que professo ser cristão, a habitação que Deus me deu?” — The Review and Herald, 31 de Dezembro de 1908. NLC 195.2