Conselhos sobre Mordomia

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Capítulo 20 — A resposta de uma consciência desperta

Como resultado das reuniões especiais na igreja de _____, tem-se feito decidido progresso na espiritualidade, piedade, caridade e atividade. Fizeram-se preleções sobre o pecado de roubar a Deus nos dízimos e ofertas. [...] CM 61.1

Muitos confessaram não terem devolvido o dízimo durante anos; e nós sabemos que Deus não pode abençoar os que O estão roubando, e que a igreja tem de sofrer em conseqüência dos pecados de seus membros individualmente. Há grande número de membros nos livros de nossa igreja, e se todos se prontificassem a dar dízimo fiel ao Senhor, que é a Sua porção, não haveria falta de recursos no tesouro. [...] CM 61.2

Ao ser apresentado o pecado de roubar a Deus, recebeu o povo mais clara visão de seu dever e privilégio nessa questão. Disse um irmão que, durante dois anos, não devolvera o dízimo e estava em desespero; mas ao confessar seu pecado, começou a criar ânimo. “Que farei?” perguntou ele. CM 61.3

Disse-lhe eu: “Dê um vale ao tesoureiro da igreja; isso resolverá o assunto.” CM 61.4

Ele pensou ser esse um pedido um tanto estranho, mas se assentou e começou a escrever. “Pelo valor recebido, prometo pagar” [...] Olhou para cima, como se quisesse dizer: É essa a devida forma para escrever um vale para o Senhor? CM 61.5

“Sim”, continuou, “pelo valor recebido. Não estou eu recebendo as bênçãos de Deus dia após dia? Não me têm os anjos guardado? Não me tem o Senhor abençoado com todas as bênçãos espirituais e materiais? Pelo valor recebido, prometo dar a importância de 571,50 dólares ao tesoureiro da igreja.” Depois de fazer, de sua parte, tudo o que podia, era novamente um homem feliz. Dentro de poucos dias resgatou o vale e devolveu o dízimo à tesouraria. Deu, também, uma oferta de Natal de 125 dólares. CM 61.6

Outro irmão deu um vale de 1.000 dólares, esperando resgatá-lo dentro de algumas semanas; e outro deu um vale de 300 dólares. — The Review and Herald, 19 de Fevereiro de 1889. CM 61.7

O dízimo atrasado é propriedade de Deus — Algumas pessoas têm por muito tempo negligenciado tratar honestamente com seu Criador. Deixando de separar o dízimo semanalmente, permitiram que este se acumulasse, até alcançar uma grande quantia, e agora relutam muito em endireitar a questão. Conservam esse dízimo atrasado, usando-o como se fosse deles. Mas é a propriedade de Deus, que eles têm recusado pôr no Seu tesouro. — The Review and Herald, 23 de Dezembro de 1890. CM 61.8

Devem os descuidados e indiferentes redimir sua honra — Lembrem-se os que se tornam descuidados e indiferentes e que estão retendo os dízimos e ofertas, que estão bloqueando o caminho, de modo que a verdade não pode ir às regiões distantes. É-me ordenado apelar ao povo de Deus para que redima sua honra dando a Deus dízimo fiel. — Manuscrito 44, 1905. CM 62.1

Pagar com vales — Sexta-feira, de manhã, falei sobre a questão de dizimar. Esse assunto não tem sido apresentado às igrejas como deveria, e a negligência, juntamente com a crise financeira, causou acentuada queda nos dízimos no ano passado. Nessa assembléia, foi o assunto cuidadosamente ventilado, reunião após reunião. [...] CM 62.2

Certo irmão, homem de nobre aparência, delegado da Tasmânia, dirigiu-se a mim, dizendo: “Alegro-me em ouvi-la falar, hoje, sobre dizimar. Eu não sabia que essa questão fosse tão importante. Não mais ousarei negligenciá-la.” Está agora calculando em quanto importava seu dízimo durante os últimos vinte anos, e diz que devolverá todo ele o mais depressa possível, pois não quer que o registro de roubo a Deus, no livro dos Céus, o enfrente no juízo. CM 62.3

Uma irmã, que pertencia à igreja de Melbourne, trouxe onze libras esterlinas de dízimo atrasado, que não havia compreendido ser seu dever devolver. Ao receberem a luz, muitos têm confessado sua dívida a Deus, e expressado sua determinação de saldar esse débito. [...] Propus que pusessem na tesouraria um vale, prometendo dar a quantia completa de um dízimo fiel, logo que pudessem obter dinheiro para o fazer. Muitas cabeças se inclinaram em sinal de assentimento, e confio em que, no próximo ano, não teremos, como agora, um tesouro vazio. — Manuscrito 4, 1893. CM 62.4

Empalidecem ao pensarem no dízimo retido — Muitas, muitas pessoas têm perdido o espírito de abnegação e sacrifício. Têm enterrado seu dinheiro nas posses temporais. Homens há a quem Deus tem abençoado e a quem está provando, para ver que resposta darão aos Seus benefícios. Têm retido seus dízimos e ofertas até sua dívida para com o Senhor Deus dos exércitos se ter tornado tão grande que eles empalideceram ao pensar em dar ao Senhor o que Lhe pertence — dízimo justo. Apressai-vos, irmãos, tendes agora a oportunidade de ser honestos para com Deus; não demoreis. — The General Conference Daily Bulletin, 28 de Fevereiro de 1893. CM 62.5

Enfrentando o novo ano — Que é feito de vossa mordomia? Roubastes a Deus no ano passado, nos dízimos e ofertas? Olhai para vossos celeiros, para vossas despensas repletas de boas coisas que o Senhor vos tem dado, e perguntai a vós mesmos se tendes devolvido ao Doador o que a Ele pertence. Caso tenhais roubado ao Senhor, fazei restituição. Tanto quanto possível, endireitai o passado, e então pedi ao Salvador que vos perdoe. Não devolvereis ao Senhor o que é Seu, antes que este ano, com todo o seu peso de registro tenha passado para a eternidade? — The Review and Herald, 23 de Dezembro de 1902. CM 63.1

Restituição com contrição — Onde quer que tenha havido qualquer negligência de vossa parte em restituir ao Senhor o que Lhe pertence, arrependei-vos, com contrição de alma, e fazei restituição, para que Sua maldição não recaia sobre vós. [...] Quando tiverdes feito o possível, de vossa parte, não retendo nada do que pertence a vosso Criador, podereis pedir-Lhe que proveja os meios para enviar ao mundo a mensagem da verdade. — The Review and Herald, 20 de Janeiro de 1885. CM 63.2

A fidelidade de Jacó — Jacó fez seu voto enquanto se achava refrigerado pelos orvalhos da graça, e revigorado pela presença e afirmação da promessa de Deus. Após haver-se dissipado a glória divina, teve tentações, como os homens de nossos tempos; foi no entanto fiel ao voto que fizera, e não abrigou pensamentos quanto à possibilidade de ser libertado do que prometera. Poderia haver raciocinado em grande parte como o fazem hoje os homens, que aquela revelação fora apenas um sonho, que ele estava indevidamente emocionado quando fizera o voto, e que portanto não era necessário cumpri-lo; mas assim não fez. CM 63.3

Longos foram os anos transcorridos até que Jacó ousasse volver a seu país; ao fazê-lo, porém, desempenhou-se fielmente de sua dívida para com o Senhor. Tornara-se rico, e grande soma de seus bens passou ao tesouro de Deus. CM 63.4

Muitos falham hoje no ponto em que Jacó teve êxito. Aqueles a quem Deus tem dado mais, têm mais forte inclinação de reter o que possuem, visto deverem dar importância proporcional a seus bens. Jacó deu o dízimo de tudo quanto possuía, e depois calculou o dízimo que usara, e deu ao Senhor o lucro daquilo que estivera usando para o próprio proveito durante o tempo em que estivera em terra pagã, e não pudera pagar seu voto. Isto representava uma grande soma; no entanto ele não hesitou; o que votara ao Senhor, não considerava como seu, mas do Senhor. CM 63.5

Segundo a importância concedida, será a soma requerida. Quanto maior o capital confiado, tanto maior a dádiva que Deus requer Lhe seja devolvida. Caso um cristão possua dez ou vinte mil dólares, os direitos de Deus sobre ele são imperativos no sentido de dar, não somente a proporção relativa ao sistema dizimal, mas de apresentar-Lhe as ofertas pelo pecado e as ofertas de gratidão. — Testemunhos Seletos 1:545, 546. CM 63.6

A oração não substitui o dízimo — A oração não tem o fim de operar qualquer mudança em Deus; ela nos põe em harmonia com Ele. Não ocupa o lugar do dever. Por mais freqüentes e fervorosas que sejam as orações feitas, jamais serão aceitas por Deus em lugar de nosso dízimo. A oração não paga nossas dívidas para com o Senhor. — Mensagens aos Jovens, 248. CM 64.1

Antes que seja tarde demais — Não tardará muito a terminar o tempo da graça. Se não servirdes agora fielmente ao Senhor, como enfrentareis o registro de vosso trato infiel? Não demorará muito e se fará a chamada para o ajuste de contas, e vos será perguntado: “Quanto deves a meu Senhor?” Se tiverdes recusado lidar honestamente com Deus, eu vos suplico que penseis em vossa deficiência, e, sendo possível, façais a restituição. Caso não seja possível fazê-lo, com humilde arrependimento orai para que Deus vos perdoe, por amor de Cristo, a grande dívida. Começai agora a agir como cristãos. Não vos desculpeis por deixardes de dar ao Senhor o que Lhe pertence. Agora, enquanto ainda se ouve a doce voz da graça, enquanto ainda não é tarde demais para endireitar os erros, enquanto se chama hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração. — The Review and Herald, 1 de Dezembro de 1896. CM 64.2