Visões do Céu

76/229

Espírito de abnegado amor

Em seu estado de inocência mantinha o homem feliz comunhão com Aquele “em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência”. Colossences 2:3. Depois de pecar, porém, já não podia encontrar alegria na santidade, e procurou esconder-se da presença de Deus. Tal é ainda hoje o estado do coração não convertido. Não está em harmonia com Deus e não encontra prazer na comunhão com Ele. ViC 65.2

O pecador não poderia sentir-se feliz na presença de Deus; esquivar-se-ia ao contato dos seres santos. Se lhe fosse permitido entrar no Céu, este nenhuma alegria lhe proporcionaria. O espírito de abnegado amor que ali reina — onde cada coração reflete o Infinito Amor — não encontraria eco em sua vida. Seus pensamentos, seus interesses, seus motivos seriam bem diferentes dos que animam os imaculados habitantes dali. Seria uma nota discordante na melodia celestial. O Céu lhe seria um lugar de suplícios; almejaria ocultar-se dAquele que ali é luz e centro de todas as alegrias. ViC 65.3

Não é um decreto arbitrário da parte de Deus que veda o Céu aos ímpios; estes são excluídos por sua própria inaptidão para dele participar. A glória de Deus lhes seria um fogo consumidor. Prefeririam a destruição, para serem escondidos da face dAquele que morreu para os redimir. — Caminho a Cristo, 17, 18. ViC 66.1