Filhas de Deus

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O valor da educação prática

Por que trabalhar antes de brincar? — Minha mãe me ensinou a trabalhar. Eu costumava perguntar-lhe: “Por que sempre devo fazer tanto trabalho antes de brincar?” “É para educar e treinar sua mente para o trabalho útil, e, além disso, é para evitar travessuras; e quando você ficar mais velha, me agradecerá por isso.” Quando uma das minhas meninas [uma neta] me disse: “Por que devo eu fazer tricô?” “As vovós fazem tricô”, respondi-lhe: “Pode me dizer como as vovós aprenderam a tricotar?” “Ora, elas começaram quando eram meninas.” — Orientação da Criança, 124. FD 169.5

Ensinar as meninas a serem independentes — Muitos que consideram necessário que seu filho seja habilitado a ganhar a própria manutenção futura, parecem considerar de pouca importância a sua filha estar ou não preparada para ser independente e manter-se a si mesma. Em geral, ela aprende pouco na escola que lhe poderia prover ensinamento prático FD 169.6

quanto a ganhar o seu pão de cada dia; e não recebendo qualquer instrução no lar, no que respeita aos mistérios da cozinha e da vida doméstica, ela cresce inteiramente inabilitada, constituindo um fardo para os pais. [...] FD 170.1

Uma mulher que tenha sido ensinada a cuidar de si mesma está também capacitada a cuidar de outros. Jamais será ela um traste ou um peso morto na família ou na sociedade. Quando a sorte mudar, haverá para ela um lugar onde ela possa ganhar a vida honestamente e assistir os que dela dependem. A mulher deve ser instruída em alguns misteres que lhe permitam ganhar a subsistência, se necessário. Sobrelevando outras honrosas ocupações, toda jovem devia aprender atividades domésticas, seja cozinhar, arrumar ou costurar. Deve ela conhecer tudo quanto seja necessário para uma dona-de-casa, seja sua família rica ou pobre. Então, se sobrevier a adversidade, ela está preparada para qualquer emergência; ela é, de certo modo, senhora das circunstâncias. — O Lar Adventista, 91. FD 170.2

A criança, a jovenzinha escolar indisciplinada e imatura, dependente da orientação dos pais e tutores, não tem motivo para ouvir coisa alguma relacionada com namoro e casamento. Deve ela rejeitar todas as atenções que tenham a mais leve probabilidade de conduzir a tais resultados, devotando-se decididamente a tornar-se uma mulher tão perfeita quanto possível, de modo que sua vida possa ser útil e ela aprenda uma profissão que lhe permita obter emprego e tornar-se independente. — Testemunhos Sobre Conduta Sexual, Adultério e Divórcio, 21. FD 170.3