Fundamentos da Educação Cristã

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A verdadeira educação mais elevada

Deus é amor. O mal existente no mundo não provém de Suas mãos, e, sim, de nosso grande adversário, cuja obra sempre tem sido depravar o homem e debilitar e perverter-lhe as faculdades. Deus não nos deixou, porém, na ruína operada pela queda. Toda faculdade tem sido posta ao alcance por nosso Pai celestial, para que os homens, mediante esforços bem dirigidos, possam recuperar a perfeição inicial e permanecer completos em Cristo. Deus espera que façamos a nossa parte nessa obra. Somos Seus — Sua possessão adquirida. A família humana custou um preço infinito para Deus e Seu Filho Jesus Cristo. FEC 429.1

O Redentor do mundo, o Filho unigênito de Deus, por Sua perfeita obediência à lei, por Sua vida e caráter, resgatou o que foi perdido na queda e possibilitou que o homem obedecesse à santa lei de justiça transgredida por Adão. Cristo não trocou Sua divindade pela humanidade, mas combinou a humanidade com a divindade; e na humanidade Ele viveu a lei em favor da família humana. Os pecados de todos os que recebem a Cristo foram colocados em Sua conta, e Ele satisfez plenamente a justiça de Deus. FEC 429.2

Todo o plano da redenção é expresso nestas preciosas palavras: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Cristo sofreu realmente o castigo pelos pecados do mundo, para que Sua justiça pudesse ser imputada aos pecadores, e por meio de arrependimento e fé pudessem tornar-se semelhantes a Ele em santidade de caráter. Ele declara: “Assumo a culpa pelos pecados desse homem. O castigo recaia sobre Mim, e o pecador arrependido fique inocente diante de Ti.” No momento em que o pecador crê em Cristo, permanece sem condenação à vista de Deus; pois a justiça de Cristo é sua: é-lhe imputada a perfeita obediência de Cristo. Mas deve cooperar com o poder divino e envidar o seu esforço humano para dominar o pecado e ficar completo em Cristo. FEC 429.3

O resgate pago por Cristo é suficiente para a salvação de todos os homens; só será útil, porém, para os que se tornarem novas criaturas em Cristo Jesus, súditos leais do eterno reino de Deus. Seu sofrimento não protegerá contra o castigo o pecador impenitente e desleal. FEC 430.1

A obra de Cristo era restaurar o homem a seu estado original, e curá-lo, mediante o poder divino, das feridas e lesões causadas pelo pecado. A parte do homem é apoderar-se pela fé dos méritos de Cristo e cooperar com as forças divinas na formação de um caráter íntegro; de modo que Deus possa salvar o pecador e ser ao mesmo tempo justo e vindicar Sua santa lei. FEC 430.2

O preço pago por nossa redenção impõe uma grande obrigação sobre cada um de nós. É nosso dever compreender o que Deus exige de nós, e o que Ele deseja que nos tornemos. Os educadores dos jovens devem inteirar-se da obrigação que recai sobre eles e fazer o seu melhor para obliterar os defeitos, quer sejam físicos, mentais ou morais. Devem aspirar à perfeição em seu próprio caso, para que os alunos tenham um modelo correto. FEC 430.3

Os professores devem trabalhar de modo circunspecto. Os que freqüentemente estão junto com Deus em oração, têm santos anjos a seu lado. A atmosfera que circunda sua alma é pura e santa; pois se acha imbuída da santificadora influência do Espírito de Deus. Diariamente devem ser discípulos na escola de Cristo, para que sejam professores sob a direção do grande Mestre. Precisam aprender de Cristo e tornar-se um com Ele na obra de educar inteligências, antes que possam ser professores eficientes na educação mais elevada — o conhecimento de Deus. FEC 430.4

Deus é revelado em Sua Palavra. “Pois tudo quanto outrora foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência, e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” “E ainda: Louvai ao Senhor, vós todos os gentios, e todos os povos O louvem. Também Isaías diz: Haverá a raiz de Jessé, Aquele que Se levanta para governar os gentios; nEle os gentios esperarão.” FEC 430.5

A verdadeira educação mais elevada é o que torna os alunos familiarizados com Deus e Sua Palavra, habilitando-os para a vida eterna. Foi para colocar essa vida ao seu alcance que Cristo Se entregou a Si mesmo como sacrifício pelo pecado. Seu desígnio de amor e misericórdia é expresso em Sua oração por Seus discípulos. “Tendo Jesus falado estas coisas, levantou os olhos ao Céu, e disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a Teu Filho, para que o Filho Te glorifique a Ti; assim como Lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que Ele conceda a vida eterna a todos os que Lhe deste. E a vida eterna é esta: que Te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Todo instrutor dos jovens deve trabalhar em harmonia com esta oração, conduzindo os alunos a Cristo. FEC 431.1

Jesus prossegue, expressando Seu cuidado pelos que Lhe pertencem: “E Eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para Ti. Pai santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um, assim como nós. Estando Eu com eles no mundo, guardava-os em Teu nome. Tenho guardado aqueles que Tu Me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. Mas agora vou para Ti, e digo isto no mundo, para que tenham a Minha alegria completa em si mesmos. Dei-lhes a Tua palavra, e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo.” FEC 431.2

Apoderemo-nos do espírito que inspirou esta oração que ascendeu ao Céu. Cristo revela aqui quais os métodos e o poder usados por Ele para proteger Seus discípulos contra as práticas, os preceitos e as disposições mundanas: “Dei-lhes a Tua palavra, e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo.” Suas ações, suas palavras, seu espírito não estão em harmonia com o mundo, “assim como Eu não sou do mundo”. E o Salvador acrescenta: “Não peço que os tires do mundo; e, sim, que os guardes do mal.” As crianças e os jovens devem receber uma educação segundo as normas indicadas por Cristo, para que sejam separados do mundo. FEC 431.3

“Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade.” A Palavra de Deus deve tornar-se o grande poder educador. Como os estudantes conhecerão a verdade, a não ser por atento, diligente e perseverante estudo da Palavra? Eis aqui o grande estímulo, a força oculta que aviva as faculdades mentais e físicas, dirigindo a vida na direção certa. Na Palavra há sabedoria, poesia, história, biografia e a mais profunda filosofia. Eis aqui um estudo que estimula a mente para uma vigorosa vida salutar, despertando-a para a atividade mais elevada. É impossível estudar a Bíblia com espírito humilde e dócil, sem desenvolver e fortalecer o intelecto. Os que melhor se acham familiarizados com a sabedoria e o propósito de Deus da maneira como foram revelados em Sua Palavra, tornam-se homens e mulheres de vigor mental; e podem tornar-se obreiros eficientes com o grande Educador, Jesus Cristo. FEC 432.1

“Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo.” Há um trabalho a ser feito pelo mundo, e Cristo envia Seus mensageiros, os quais devem ser Seus colaboradores. Cristo deu a Seu povo as palavras da verdade, e todos são convidados a desempenhar uma parte em torná-las conhecidas ao mundo. FEC 432.2

“E a favor deles Eu Me santifico a Mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.” Talvez os professores suponham que podem ensinar em sua própria sabedoria, retendo suas imperfeições humanas; mas Cristo, o divino Mestre, cuja obra é restituir ao homem o que foi perdido mediante a queda, santificava-Se a Si mesmo para o Seu trabalho. A Si mesmo Se ofereceu a Deus como sacrifício pelo pecado, dando Sua vida pela vida do mundo. Queria que aqueles pelos quais pagou semelhante resgate fossem santificados “na verdade”, e deu-lhes um exemplo. O Mestre é o que Ele deseja que se tornem os Seus discípulos. Não há santificação à parte da verdade — a Palavra. Quão essencial, portanto, que ela seja compreendida por todos! FEC 432.3

A oração de Cristo abrange mais do que os que eram então Seus discípulos; inclui todos quantos haveriam de recebê-Lo pela fé. Ele declara: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que Me tens dado, para que sejam um, como Nós o somos; Eu neles e Tu em Mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que Tu Me enviaste, e os amaste como também amaste a Mim.” FEC 433.1

Maravilhosas, maravilhosas palavras quase fora do alcance da compreensão! Entenderão isto os professores de nossas escolas? Adotarão a Palavra de Deus como guia que pode torná-los sábios para a salvação? Este Livro é a voz de Deus falando a nós. A Bíblia nos revela as palavras da vida, pois nos torna familiarizados com Cristo que é nossa vida. Para ter verdadeira e inabalável fé em Cristo, precisamos conhecê-Lo assim como é representado na Palavra. A fé é confiante. Não é uma questão de caprichos e estremecimentos, de acordo com o impulso e a emoção do momento; mas é um princípio que se baseia em Jesus Cristo. E a fé precisa ser mantida em constante exercício por meio de diligente e perseverante estudo da Palavra. Esta última torna-se assim uma força atuante, e somos santificados na verdade. FEC 433.2

O Espírito Santo nos foi dado como auxílio no estudo da Palavra. Jesus promete: “O Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em Meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” Os que se acham sob a direção do Espírito Santo serão capazes de ensinar a Palavra inteligentemente. Quando se faz da Bíblia o livro de estudo, com fervorosa súplica pela orientação do Espírito e com total entrega do coração para ser santificado pela verdade, tudo quanto Cristo prometeu se cumprirá. O resultado de semelhante estudo da Bíblia será uma mente bem equilibrada, pois as faculdades físicas, mentais e morais serão desenvolvidas harmoniosamente. Não haverá paralisação no conhecimento espiritual. Avivar-se-á a compreensão, serão despertadas as sensibilidades; a consciência tornar-se-á sensível; as simpatias e sentimentos se purificarão; criar-se-á melhor atmosfera moral; e será comunicado novo poder para resistir à tentação. E todos, tanto professores como alunos, tornar-se-ão ativos e diligentes na obra de Deus. FEC 433.3

Há, por parte de muitos professores, a tendência de não serem cabais na educação religiosa. Contentam-se, eles próprios, com um serviço feito com coração dividido, servindo ao Senhor apenas para escapar ao castigo do pecado. Essa negligência afeta-lhes o ensino. Não têm ansiedade de verem os alunos adquirirem a experiência que não desejam para si mesmos. O que lhes foi dado como uma bênção tem sido posto de lado como elemento perigoso. As oferecidas visitas do Espírito Santo, são recebidas com as palavras de Félix a Paulo: “Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei.” Desejam outras bênçãos; mas aquilo que Deus está mais desejoso de dar do que um pai deseja oferecer boas dádivas a seus filhos; o Espírito Santo, que é abundantemente oferecido, segundo as ilimitadas riquezas de Deus, e que, se recebido, traria consigo todas as outras bênçãos — que palavras empregarei eu que sejam suficientes para exprimir o que tem sido feito com referência a isso? O Mensageiro celestial tem sido repelido por vontade resoluta. “Até aqui irás com os meus alunos, mas não mais adiante. Não necessitamos de entusiasmo em nossa escola, nem de animação. Estamos mais satisfeitos de trabalhar nós mesmos com os estudantes.” Assim se tem desprezado o bom Mensageiro de Deus, o Espírito Santo. FEC 434.1

Não estão os professores de nossas escolas em risco de blasfêmia, de acusar o Santo Espírito de Deus de ser um poder enganador, conducente ao fanatismo? Onde estão os educadores que preferem a neve do Líbano, que vem da rocha do campo, ou as frescas e fluentes águas vindas de outro lugar, às águas sombrias do vale? Uma sucessão de chuvas de águas vivas vos têm sobrevindo, a vós, em Battle Creek. Cada chuveiro era uma sagrada comunicação de influência divina; não o reconhecestes como tal, no entanto. Em vez de sorver copiosamente das correntes da salvação, tão abundantemente oferecida mediante a influência do Espírito Santo, volvestes-vos aos escoadouros comuns a satisfazer a sede da alma nas poluídas fontes da ciência humana. O resultado tem sido corações endurecidos na escola e na igreja. Os que se satisfazem com uma pequenina espiritualidade, têm ido ao ponto de quase se incapacitar para apreciar as profundas operações do Espírito de Deus. Espero, porém, que os professores não tenham ainda transposto o limite em que são entregues à dureza de coração e à cegueira mental. Se forem novamente visitados pelo Espírito Santo, espero que não chamem pecado à justiça, e justiça ao pecado. FEC 434.2

Há necessidade de conversão do coração entre os professores. Requer-se genuína mudança de idéias e métodos de ensino, a fim de colocá-los onde mantenham relações pessoais com um Salvador vivo. Uma coisa é assentir com a obra do Espírito na conversão, e outra o aceitar a instrumentalidade desse Espírito como reprovador, a chamar ao arrependimento. É necessário que tanto os professores como os alunos, não somente concordem com a verdade, mas tenham profundo conhecimento prático das operações do Espírito. Suas advertências são dadas por causa da incredulidade dos que professam ser cristãos. Deus Se aproximará dos alunos porque são desencaminhados pelos educadores nos quais depositam confiança; tanto os professores como os alunos precisam, porém, ser capazes de reconhecer a voz do Pastor. FEC 435.1

Vós, que há muito perdestes o espírito de oração, orai, orai fervorosamente: “Tem piedade de Tua sofredora causa, piedade da igreja; tem piedade dos crentes individualmente, ó Tu, Pai das misericórdias! Tira de nós tudo quanto contamina. Nega-nos o que quiseres, mas não retires de nós o Teu Santo Espírito.” FEC 435.2

Existem, e sempre existirão pessoas que não agem com sabedoria; pessoas que, sendo proferidas palavras de dúvida ou incredulidade, renunciam à convicção, preferindo seguir a própria vontade; e por causa das deficiências de tais pessoas, Cristo tem sido vituperado. Pobres e finitos mortais têm julgado o rico e precioso derramamento do Espírito, exprimindo seu juízo a esse respeito, como os judeus condenaram a obra de Cristo. Compreenda-se, em todas as instituições da América, que não vos é cometido o dirigir a obra do Espírito Santo, e dizer de que maneira ela se apresentará. Sois culpados de havê-lo feito. Que o Senhor vos perdoe, é a minha oração. Em lugar de ser reprimido e afugentado, como tem sido, o Espírito Santo deve ser bem acolhido, e Sua presença animada. Quando vos santificardes mediante a obediência da Palavra, o Espírito Santo vos dará vislumbres das coisas celestiais. Quando buscardes a Deus com humilhação e fervor, as palavras que tendes proferido em tons congelantes, arderão em vosso coração; a verdade não enlanguescerá então em vossa língua. FEC 435.3

O interesse eterno deve ser o grande assunto dos professores e alunos. É necessário prevenir-se estritamente contra a conformidade com o mundo. Os professores precisam ser santificados pela verdade, e a coisa de maior importância deve ser a conversão de seus alunos, para que tenham novo coração e vida. O objetivo do Grande Mestre é a restauração da imagem de Deus na alma, e todo professor em nossas escolas deve trabalhar em harmonia com este propósito. FEC 436.1

Professores, confiai em Deus e avançai. “A Minha graça te basta”, é a afirmação do Grande Mestre. Apoderai-vos da inspiração dessas palavras, e nunca, nunca faleis de dúvida e incredulidade. Sede enérgicos. Não há serviço pela metade na religião pura e sem mácula. “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” A mais altamente santificada ambição se exige da parte dos que acreditam na Palavra de Deus. FEC 436.2

Professores, dizei a vossos alunos que o Senhor Jesus Cristo tomou todas as providências para que eles marchem avante vitoriosos, e para vencer. Levai-os a confiar na divina promessa: “Se algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida [fala com fé num momento e age com descrença no outro] é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.” FEC 436.3

De Deus, a fonte da sabedoria, procede todo conhecimento valioso para o homem, tudo quanto a inteligência pode apreender e conservar. O fruto da árvore que representa o bem e o mal não deve ser ansiosamente apanhado pela recomendação de alguém que foi outrora um anjo de luz e glória. Ele disse que, se o homem comer desse fruto, saberá o bem e o mal; deixai-o de lado, porém. O verdadeiro conhecimento não provém de homens infiéis ou ímpios. A Palavra de Deus é luz e verdade. A verdadeira luz irradia de Jesus Cristo, que “alumia a todo homem que vem ao mundo”. Do Espírito Santo procede conhecimento divino. Ele sabe o que a humanidade necessita para promover paz, felicidade e sossego aqui no mundo, e para assegurar o descanso eterno no reino de Deus. FEC 437.1

“Eu, Jesus, enviei o Meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a brilhante estrela da manhã. O Espírito e a noiva dizem: Vem. Aquele que ouve diga: Vem. Aquele que tem sede, venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.” — Special Testimonies on Education, 12 de Junho de 1896. FEC 437.2