Evangelismo

10/167

Problemas peculiares ao evangelismo nas grandes cidades

Grandes e melhores salões — Tem sido um problema difícil saber a maneira pela qual alcançar o povo nos centros densamente populosos. Não temos permissão de entrar nas igrejas. Nas cidades, os salões grandes são caros e, em muitos casos, apenas poucas pessoas vão aos melhores salões. Os que nos não conhecem falam mal de nós. As razões de nossa fé não são compreendidas pelo povo, e temos sido considerados como fanáticos, como quem ignorantemente guarda o sábado em lugar do domingo. Em nosso trabalho, ficamos perplexos, sem saber como desfazer as barreiras do mundanismo e do preconceito, para apresentar ao povo as preciosas verdades que tanto significam para ele. — Testimonies for the Church 5:31, 32 (1900). Ev 38.3

O problema prático de achar um salão — As dificuldades mencionadas são as com que nos defrontamos em quase todas as partes, mas não de modo tão positivo como em _____. Pensamos que Satanás se estabeleceu naquele lugar, para executar seus planos, a fim de que os obreiros se desanimem e abandonem o trabalho. ... Ev 39.1

Temos que buscar a sabedoria divina, pois pela fé vejo uma forte igreja naquela cidade. Nossa obra deve ser vigiar e orar, para buscar o conselho dAquele que é maravilhoso e poderoso em conselho. Alguém mais poderoso do que os mais fortes poderes do inferno pode tomar de Satanás a presa, e, sob Sua orientação, os anjos celestes levarão avante a batalha contra todas as potestades das trevas e firmarão o estandarte da verdade e da justiça naquela cidade. ... Ev 39.2

Nossos irmãos têm estado à procura de um lugar para as reuniões. Os teatros e salões apresentam tantas circunstâncias desfavoráveis, que pensamos que iremos usar o edifício onde patinam, o qual ultimamente foi usado para reuniões religiosas e de temperança. ... Se conseguirmos um local para proclamar a palavra da vida, teremos que gastar dinheiro. Deus proverá um lugar onde Sua própria verdade seja pregada ao povo, pois é desta maneira que Ele tem operado. — Carta 79, 1893. Ev 39.3

A aquisição de evangelistas de cidades — Agora, quando o Senhor nos ordena proclamar a mensagem, mais uma vez, e com poder, na parte oriental, quando Ele nos manda entrar nas cidades do Leste e do Sul, do Norte e do Oeste, não atenderemos, como um só homem, cumprindo Sua ordem? Não devemos planejar enviar mensageiros a todos esses campos e mantê-los liberalmente?... Ev 39.4

Todas as nossas cidades devem ser trabalhadas. O Senhor está prestes a voltar. O fim está próximo; eis que se apressa muito a vir! Dentro de pouco tempo, a partir de agora, já não poderemos mais trabalhar com a liberdade que gozamos atualmente. Cenas terríveis estão prestes a ocorrer, e o que tivermos de fazer precisamos fazê-lo com rapidez. Precisamos estabelecer a obra onde quer que seja possível. E para a realização desta tarefa, muito necessitamos no campo do auxílio que pode ser dado pelos nossos ministros de experiência, que são capazes de atrair a atenção de grandes congregações. ... Ev 40.1

O Senhor deseja que proclamemos, com poder, a mensagem do terceiro anjo, nestas cidades. Não podemos, por nós mesmos, exercitar este poder. Tudo quanto podemos fazer é escolher homens capazes e instar para que vão a tais lugares de oportunidade e lá proclamem a mensagem, no poder do Espírito Santo. À medida que falam a verdade, que vivem a verdade, que pregam a verdade e que oram a verdade, Deus tocará os corações. — Manuscrito 53, 1900. Ev 40.2

Evangelistas dos “caminhos” — A capacidade do Pastor _____ como orador é necessária para apresentar a verdade nos caminhos. Quando a verdade for apresentada nos caminhos, os valados serão abertos e uma obra mais ampla será feita. — Carta 168, 1909. Ev 40.3

Exigem-se esforços extraordinários — Nas cidades da atualidade, onde há tantos atrativos e divertimentos, o povo não se interessará em simples esforços. Os ministros designados por Deus acharão necessário empregar esforços extraordinários, a fim de atrair a atenção de multidões. E quando tiverem êxito em congregar grande número de pessoas, devem apresentar mensagens tão fora do comum, que o povo seja despertado e advertido. Precisam fazer uso de todos os meios que sejam possíveis, para que a verdade seja proclamada de um modo especial e com clareza. A probante mensagem para este tempo deve ser pregada com tanta clareza e de modo tão positivo, que impressione vivamente os ouvintes e os induza a quererem estudar as Escrituras. — Testimonies for the Church 9:109 (1909). Ev 40.4

Oposição, despesas e grandes auditórios — Sonhei que vários irmãos nossos estavam reunidos em concílio, estudando planos de trabalho para esta época do ano. Julgavam preferível não penetrar nas cidades grandes, mas começar pelas localidades pequenas, distantes das cidades; aí encontrariam menos oposição da parte do clero e evitariam despesas avultadas. Arrazoavam que, sendo em pequeno número, nossos ministros não poderiam ser dispensados para instruir nas cidades os que ali aceitassem a verdade, e cuidar deles, e que, por motivo da maior oposição que ali encontrariam, iriam precisar de mais auxílio do que em igrejas de pequenas localidades rurais. Deste modo, em grande parte se perderia o fruto duma série de conferências na cidade. Ainda se insistiu em que, em vista de serem escassos os nossos recursos, e das muitas alterações causadas pelas mudanças que seriam de esperar-se numa igreja de cidade grande, seria difícil formar uma igreja que fosse um auxílio para a causa. Meu esposo instava com os irmãos para que traçassem sem demora planos mais amplos, e empregassem, em nossas cidades grandes, esforços extensos e completos, que melhor correspondessem ao caráter de nossa mensagem. Um obreiro relatou incidentes de sua experiência nas cidades, mostrando que fora quase um fracasso, ao passo que apresentara melhor êxito nas localidades pequenas. Ev 41.1

Um Ser de dignidade e autoridade — presente a todas as nossas reuniões de comissões — escutava com o mais profundo interesse todas as palavras. Falou deliberadamente, e com perfeita segurança: “O mundo todo”, disse, “é a grande vinha de Deus. As cidades e vilas constituem parte dessa vinha. Elas têm que ser atingidas.” — Testemunhos Selectos 3:88 (1902). Ev 41.2

Obra dispendiosa — Parece que quase ninguém ousa solicitar que um evangelista vá às cidades, por causa dos recursos financeiros que seriam necessários para executar um trabalho forte e sólido. É verdade que haverá necessidade de muito dinheiro para cumprirmos nosso dever para com os que não foram advertidos nestes lugares; e Deus deseja que ergamos nossa voz e façamos sentir nossa influência em benefício do sábio uso de recursos neste especial ramo da obra. — Manuscrito 45, 1910. Ev 42.1

É imprescindível cooperação voluntária — Nas nossas grandes cidades deve ser feito um decidido esforço no sentido de trabalhar em harmonia. No espírito e no temor de Deus, os obreiros devem unir-se como um só homem, trabalhando com vigor e com zelo fervoroso. Não deve haver esforços sensacionalistas nem contenda. É mister que haja arrependimento prático, genuína simpatia, cooperação voluntária, e sincera emulação mútua no grande e fervoroso esforço para aprenderem lições de renúncia, de sacrifício próprio pela salvação da morte, de almas que perecem. — Manuscrito 128, 1901. Ev 42.2

Demos graças ao Senhor por haver alguns obreiros que estão fazendo tudo quanto é possível para erguer memoriais para Deus, em nossas cidades negligenciadas. Lembremo-nos de que é nosso dever animar estes obreiros. Deus não Se agrada da falta de apreço e de cooperação para com os fiéis obreiros que trabalham em nossas grandes cidades. — Manuscrito 154, 1902. Ev 42.3

Prosseguir na obra até a sua conclusão cabal — Nas séries de conferências realizadas nas grandes cidades, a metade do trabalho se perde porque eles [os obreiros] encerram as atividades muito cedo e vão para outro território novo. Paulo se demorou evangelizando os seus territórios, continuando o trabalho durante um ano num lugar e um ano e meio noutro. A pressa em encerrar logo uma série de conferências tem produzido, muitas vezes, grandes perdas. — Carta 48, 1886. Ev 42.4